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Notícias > Junho 2011

CITROS: VIVEIROS AMPLIAM CERTIFICAÇÃO COM ISO

Ribeirão Preto, 25 - Além de seguir uma série de normas estaduais e federais de sanidade, como, por exemplo, a utilização de telas para impedir a entradas de insetos transmissores de doenças, viveiros comerciais de mudas cítricas de São Paulo investiram na certificação internacional da qualidade do processo de produção das plantas. Em junho, durante a Semana da Citicultura, a Citrograf será a primeira empresa do setor no País a receber o certificado ISO 9001:2008, concedido para a unidade de Ipeúna (SP), uma de suas três produtoras de mudas cítricas no Estado.

A unidade foi voluntária no programa de certificação desenvolvido pela Organização Paulista de Viveiros de Mudas Cítricas (Vivecitrus), entidade que reúne oito dos maiores produtores de mudas do País, além de Cutrale, Citrosuco/Fishcer e Louis Dreyfus Commodities, três gigantes da produção de suco de laranja. "Nós criamos um manual de boas práticas de produção que serviu de base para o processo de certificação; a Citrograf se dispôs a ser a pioneira e conseguiu o ISO 9001, que confirma justamente um padrão único na produção de cada muda", disse Ricardo Krauss, presidente da Vivecitrus.

Segundo ele, o processo de certificação dos outros viveiros da Citrograf, bem como dos outros viveiros das sete empresas produtoras de mudas em escala comercial associadas à Vivecitrus deve ser finalizado em mais um ano. Com isso, cerca de 4 milhões de mudas de citros de capacidade de produção anual desses viveiros comerciais, ou seja, os não ligados à indústria, terão o mesmo processo produtivo.

Para César Graf, diretor da Citrograf, apesar de a intenção ao obter o certificado ISO 9001 ser a de padronizar o processo produtivo e garantir uma muda obtida com as melhores práticas, os ganhos comerciais são inevitáveis. "O preço de duas mudas, uma produzida por um viveiro com ISO e outra por um sem, é o mesmo; mas na hora de escolher a preferência certamente será pelo primeiro", disse o empresário.

O rígido monitoramento e a padronização de todas as etapas do processo produtivo das mudas exigido pela certificadora para o viveiro ajudará também a colocação no mercado de uma planta totalmente rastreada. "Daqui a cinco anos, por exemplo, quando a planta começar a produzir em escala comercial, será possível saber de qual bancada do viveiro a planta saiu", exemplificou Graf.

A certificação da unidade de Ipeúna, segundo ele, custou de R$ 60 a R$ 70 mil entre gastos com consultoria e adequações internas na unidade. De acordo com Ricardo Gonçalves, da Apoio Consultoria, contratada para orientar no processo de certificação exigido pela ISO, a cultura das empresas, que possuem viveiros com certificados de sanidade, em São Paulo, e a decisão da Vivecitrus de padronizar os processos foram fundamentais. "Orientamos na adequação dos processos já existentes à linguagem da ISO, que não existia", explicou o consultor.

Gustavo Porto

Fonte: Estadão

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