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2006/2007: Ibge estima produção total de
445 milhões cx
Segundo o mais recente levantamento
do IBGE da safra brasileira de laranja 2006/2007, a produção está estimada
em 18.173.231 t ou 445 milhões de caixas de 40,8 kg.
Em 2005/2006, o País produziu 17.864.135 t (438 milhões
de caixas). Eventuais diferenças encontradas neste
relatório, com relação ao ano de 2005/2006,
podem ser creditadas à retificação que é realizada
tradicionalmente em março, de acordo com a metodologia
adotada. São Paulo é o maior produtor nacional
da fruta, com 80,80% de participação na produção
do País, onde, praticamente, toda a matéria-prima é esmagada
e o suco, exportado. Na safra paulista de 2006/2007, registra-se
aumento na área plantada (0,18%), comparativamente
a 2005/2006. Em decorrência principalmente da bianualidade
da cultura, espera-se acréscimo de 2,21% na produção,
que poderá atingir 14.683.780 t (360 milhões
de caixas de 40,8 kg), com rendimento de 25.508 kg/ha (625
cx de 40,8 kg). As condições climáticas
registradas em setembro de 2005, com diferenças de
temperaturas diurnas e noturnas inadequadas e a baixa umidade
do solo não favoreceram a plena formação
das gemas florais nos citros, com observação
de pouco vigor da florada principal, o que foi compensado
por floradas posteriores. Chuvas bem distribuídas
em março propiciaram constante umidade do solo, auxiliando
no enchimento das frutas, o que deve influenciar positivamente
no teor de suco. Apesar da aparente normalidade observada
até o mês atual, continuam as ameaças à lavoura
paulista e também às mineiras. Cancro cítrico,
Morte Súbita (MSC), Clorose Variegada (CVC) e mais
recentemente o Greening, mais uma doença que preocupa
citricultores e técnicos. Todos estes fatores em conjunto
podem ajudar a explicar porque só os produtores que
acompanham as conquistas tecnológicas conseguem se
manter na atividade. A grande concentração
do setor citrícola se localiza ao norte de São
Paulo, mas se expande pelo Triângulo Mineiro. Em Minas
Gerais a produção prevista é de 582.287
t (14 milhões de caixas). Essa laranja do Triângulo é esmagada
nas indústrias de SP e o suco também é destinado à exportação.
Em ambos Estados são cultivadas tradicionais variedades,
precoces e tardias, como hamlin, pêra, valência
e natal, principalmente. Outras variedades vem sendo testadas
em nível de campo, com o objetivo de manter as esmagadoras
ocupadas, principalmente no início do ano, diminuindo
a ociosidade por falta de matéria-prima. No cenário
internacional, são boas as perspectivas para o Brasil,
já que o principal concorrente - a Flórida,
foi assolada nos últimos anos por uma série
de fenômenos climáticos, como tornados e furacões,
além dos rigores do inverno, como amplamente divulgado
pelo USDA, que além dos danos físicos às
plantas que podem inclusive reduzir a produtividade, também
propiciaram uma perigosa disseminação de doenças,
principalmente o cancro cítrico (no caso dos furacões
e tornados). No entanto o Brasil também enfrenta novamente
problemas tarifários nos EUA e apesar daquele País
não ser o principal importador do suco brasileiro,
trata-se de um importante mercado a ser preservado.
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