Noticias > Cancro:surto obriga inspeção de pomares com até 2 anos
O surgimento do surto de cancro cítrico em 13 viveiros e 12 propriedades contaminadas pela aquisição de mudas e porta-enxertos com a doença obrigará o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) a inspecionar todos os pomares no parque citrícola comercial com plantios feitos nos últimos dois anos. O processo de inspeção começou desde o surgimento, em janeiro de 2006, de um foco de cancro em um viveiro telado do município de Engenheiro Coelho, que tinha como principal atividade a comercialização de porta-enxertos para outros viveiros.
Esta foi a primeira ocorrência do tipo desde a implantação do sistema protegido de produção de mudas em 2003. No entanto, com a disseminação da doença para pomares, a ação terá de ser ampliada o que, no entanto, ainda depende de informações (muitas delas confidenciais) da indústria sobre a quantidade de plantas com até dois anos nos pomares.
O Fundecitrus estima que existam cerca de 20 milhões de plantas nessa idade na região produtora do Estado de São Paulo e no Sul do Triângulo Mineiro. De acordo com a entidade, a medida visa estabelecer uma margem de segurança que garanta que todos os focos de cancro cítrico causados por contaminação em viveiros sejam rastreados.
Não é possível determinar com certeza todas as transações comerciais realizadas com mudas e porta-enxertos dos locais contaminados, o que poderia tornar falho o sistema de rastreabilidade, segundo o Fundecitrus. Por isso, a entidade resolveu inspecionar todos os pomares com até dois anos, segundo o gerente técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari.
Até setembro, o Fundecitrus pretende restabelecer a situação de controle do cancro cítrico que existia antes da contaminação de viveiros.
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