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> Safra 2006/2007: Ibge
estima produção de 449 milhões caixas
A safra brasileira total de laranja
em 2006/2007 está estimada
pelo IBGE em 18.319.496 t (449 milhões de caixas de
40,8 kg). A cultura está voltada, em sua maior parte,
para a exportação de suco concentrado e congelado
(FCOJ), como é conhecido o produto no mercado internacional.
Em 2005/2006, o País produziu 17.850.777 t, o que
significa para a atual safra um aumento de 2,63% na produção,
0,20% na área a ser colhida e 2,42% no rendimento
esperado. O estado de São Paulo é o maior produtor
nacional da fruta, com 80,15% de participação
na produção do País, onde, praticamente,
toda a matéria-prima é esmagada e o suco, exportado.
Na primeira estimativa para a safra paulista de 2006/2007,
registra-se aumento na área plantada (1,16%), comparativamente
a 2005/2006. Em decorrência, principalmente, da bianualidade
da cultura, espera-se acréscimo de 2,21% na produção,
que poderá atingir 14.683.780 t (359,90 milhões
de caixas de 40,8 kg), com rendimento de 25.508 t/ha (625
cx de 40,8 kg). As condições climáticas
registradas em setembro passado, com diferenças de
temperaturas diurnas e noturnas inadequadas e a baixa umidade
do solo não favoreceram a plena formação
das gemas florais nos citros, com observação
de pouco vigor da florada principal, o que foi compensado
por floradas posteriores.
Tal fato poderá ser avaliado
nos próximos levantamentos e novamente discutido nas
reuniões mensais do GCEA (Grupo de Coordenação
das Estatísticas Agropecuárias/SP). Além
da estiagem e temperaturas citadas, há uma série
de doenças ameaçando a lavoura paulista (e
também a mineira). Cancro cítrico, morte súbita
(MSC), clorose variegada (CVC) e mais recentemente o greening,
mais uma doença bacteriana a preocupar os citricultores
e os técnicos. Todos estes fatores em conjunto podem
ajudar a explicar porque só os produtores que acompanham
as conquistas tecnológicas conseguem se manter na
atividade.
A grande concentração do setor citrícola
se localiza ao norte de São Paulo, mas se expande
pelo Triângulo Mineiro, que, em termos de citricultura
parece uma continuação dos pomares paulistas.
Em Minas Gerais a produção prevista é de
583.201 t (14 milhões de caixas). Essa laranja do
Triângulo é esmagada nas indústrias de
SP e o suco também é destinado à exportação.
Em ambos estados, são cultivadas tradicionais variedades,
precoces e tardias, como hamlin, pêra, valência
e natal, principalmente.
Outras variedades vem sendo testadas
em nível de campo, com o objetivo de manter as esmagadoras
ocupadas, principalmente no início do ano, diminuindo
a ociosidade por falta de matéria-prima. Outros grandes
produtores são a Bahia e o Sergipe, onde existe produção
de suco em menor escala para exportação, sendo
muito importante a produção de laranjas para
o consumo in natura. Com relação ao mercado
externo, são boas as perspectivas para o Brasil, já que
o principal concorrente, a Flórida, foi assolada nos últimos
anos por uma série de fenômenos climáticos,
como tornados e furacões, além dos rigores
do inverno, como amplamente divulgado pelo USDA, que além
dos danos físicos às plantas que podem inclusive
reduzir a produtividade, também propiciaram uma perigosa
disseminação de doenças, principalmente
o cancro cítrico (no caso dos furacões e tornados).
No entanto o Brasil também enfrenta novamente problemas
tarifários nos EUA e apesar daquele País não
ser o principal importador do suco brasileiro, trata-se de
um importante mercado a ser preservado.
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