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Noticias > MSC: incidência severa e concentrada no norte e noroeste/SP

Levantamento feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta que a incidência da Morte Súbita dos Citros (MSC) continua severa, mas restrita as regiões norte e noroeste do parque comercial citrícola de São Paulo. O número de municípios com casos da doença em São Paulo e no Triângulo Mineiro subiu de 31 para 32 entre 2003 e 2005, quando foram realizados os últimos levantamentos. No entanto, a cidade na qual foi descoberta um novo caso, Orindiúva, é vizinha de vários municípios contaminados. Foram encontradas 12 novas propriedades e 99 novos talhões contaminados em relação ao último levantamento, segundo o pesquisador Renato Beozzo Bassanezi, do Fundecitrus. Acompanhamento feito pelo Fundecitrus em 110 talhões de São Paulo e Minas Gerais apontou um crescimento médio da doença de 171% em um ano e meio, de dezembro de 2004 a maio de 2005. Por outro lado, Ipiguá, Tanabi, Bebedouro, Cosmorama, Embaúba e Monte Azul Paulista, que constavam da lista dos municípios contaminados no levantamento de 2003, não registraram mais a doença após a erradicação de plantas. De acordo com o levantamento de 2005, em São Paulo foram detectadas novas plantas com sintomas nos municípios de Altair, Bálsamo, Barretos, Cajobi, Colômbia, Guaraci, Ibirá, Nova Granada, Olímpia, Onda Verde, Paulo de Faria e Riolândia. O trabalho mostrou, ainda, que a doença está basicamente concentrada em Colômbia e Barretos. Juntos, os dois municípios têm 99% das plantas contaminadas. O trabalho, realizado até julho de 2005, identificou 86.595 plantas com sintomas de MSC no campo, quase o dobro de 2003, quando foram encontradas 44.459 árvores com a doença. Ao todo, 448 talhões de 84 propriedades estavam contaminados. Como pomares inteiros foram erradicados desde 2001, quando foram relatados os primeiros casos da MSC, estima-se que entre 800 mil e 1 milhão de plantas foram contaminadas no parque citrícola. O levantamento de 2005 foi realizado em 116 municípios paulistas, quase o dobro da vistoria feita em 2003. Os inspetores visitaram 12.221 propriedades e vistoriaram 79,1 milhões de plantas em 49.215 talhões, todos enxertados sobre limoeiros cravo e volkameriano, únicos comprovadamente suscetíveis à doença. A MSC é uma doença de combinação copa/porta-enxerto de citros, que manifesta os sintomas na região da enxertia. Pesquisadores apontam um vírus mutante do vírus da tristeza como o causador da MSC, cuja transmissão é feita por um vetor aéreo, no caso, um pulgão. A doença bloqueia os vasos do floema, que levam os produtos gerados na fotossíntese para toda a planta, inclusive a raiz. Sem alimento, a árvore morre. O primeiro sintoma observado é a perda generalizada do brilho das folhas, acompanhado de desfolha parcial. Em estágio mais avançado ocorre a desfolha total e as raízes apodrecem.

Fonte: Carlos Cogo


 
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