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> Florida: cancro deve se disseminar
fortemente em 2006
O cancro cítrico - que tem afetado
a produção de laranja na Flórida, irá
se espalhar rapidamente pelo Estado em 2006 e pode destruir
mais de 25% da área plantada com citros. A doença
foi disseminada este ano por ventos provocados pela temporada
de furacões nos Estados Unidos. A Florida Citrus Mutual,
maior grupo produtor de cítricos da Flórida,
afirmou que a doença deve infectar de 169 mil a 183
mil acres em 2006, o que representa cerca de 28% da área
atualmente plantada, citando uma apresentação
do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e de cientistas
da Universidade da Flórida. O fato de que autoridades
estão prevendo um impacto do cancro duas vezes maior
do que o do ano passado é terrível, segundo
a entidade. Isso pode devastar a indústria de cítricos
da Flórida e ter um efeito também sobre negócios
relacionados a cítricos e comunidades rurais que contam
com essa indústria para manter a sustentabilidade econômica.
A doença não afeta seres humanos, mas faz com
que as frutas infectadas caiam prematuramente das árvores.
Uma única árvore infectada obriga todas as árvores
ao redor a serem destruídas e a área é
deixada sem uso por cerca de dois anos. Quando árvores
novas são plantadas, levam vários anos a mais
para que atinjam a maturidade. Produtores perderam mais de
80 mil acres em consequência da doença durante
a temporada de furacões de 2004, quando três
tempestades atingiram o cinturão produtor. Produtores
estão pedindo ao USDA, ao Departamento de Agricultura
da Flórida, serviços de consumidores e a Universidade
da Flórida para que revisem a apresentação
para determinar como a atividade dos furacões em 2005
irá afetar a viabilidade da indústria de cítricos
da Flórida. Recentemente o USDA reduziu a previsão
para a produção de laranja do Estado em 2005/2006
para 158 milhões de caixas devido à passagem
do furacão Wilma no final de outubro. A projeção
anterior havia sido de 162 milhões de caixas. O USDA
já gastou mais de US$ 378 milhões para erradicar
a doença desde que ela foi encontrada na Flórida
pela primeira vez, dez anos atrás.
Fonte: Carlos Cogo
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