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Noticias
> Só 2% da produção
de suco de laranja não é exportada
A indústria brasileira
de processamento de suco de laranja faturou em 2005 cerca de
US$ 1,5 bilhão, 98% proveniente das exportações.
No ano passado, o volume com destino ao mercado internacional
cresceu 8% em relação a igual período de
2004, de 1,3 milhão para 1,4 milhão de toneladas,
segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores
de Cítricos (Abecitrus).
O principal destino do produto brasileiro é a União
Européia, responsável por 65% da exportação
do País. Em seguida, vêm os países do Nafta
(Estados Unidos, México e Canadá), que compram
15% do suco exportado. O produto abastece cerca de 15% do mercado
americano, o que tem provocado constantes brigas comerciais
entre os dois países.
Em agosto de 2005, o Departamento de Comércio (DoC) dos
Estados Unidos decidiu adotar tarifas de importação
para o suco brasileiro. Além disso, ameaça criar
outras taxas sob alegação de prática de
dumping.
Cerca de 96% do suco de laranja exportado é produzido
no Estado de São Paulo e tem como uma das principais
fabricantes a Cutrale. Só a empresa é responsável
por 40% de todo volume exportado, afirma o presidente da Abecitrus,
Ademerval Garcia. A empresa processa suco para uma das marcas
mais populares dos EUA - a Minute Maid, da Coca-Cola.
Hoje, a Cutrale é a maior processadora de suco de laranja
do Brasil, ao lado de Dreyfus e Citrovita. A consolidação
desse mercado veio especialmente com a compra dos ativos da
Cargill, em parceria com a Citrosuco/Fischer, numa operação
aprovada, sem restrições, pela Secretaria de Direito
Econômico (SDE) em maio de 2005.
As três empresas, além da Montecitrus, são
investigadas pela Polícia Federal e a SDE por formação
de cartel na compra de laranja. Numa operação
feita na terça-feira, a PF apreendeu documentos, computadores
e outros tipos de registros comerciais nas empresas.
Para o presidente da Abecitrus, foi estranha a busca de provas
para o processo que tramita na SDE desde 1999. Ele preferiu,
no entanto, associar a ação a uma iniciativa do
Ministério da Agricultura de recriar o contrato-padrão
entre citricultores e a indústria.
A estratégia consistiria em forçar a indústria
a negociar algo que o setor não quer. Para Garcia, a
proposta de retomar o contrato padrão foi apresentada
pelo ministro Roberto Rodrigues num evento em Bebedouro, município
onde está um das empresas fiscalizadas, a Citrovita,
do Grupo Votorantim.
Fonte: Agencia Estado
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