| Noticias
> Lei é considerada retrocesso
para citricultores -
3/11/2005
Representantes de
produtores de mudas cítricas
estiveram reunidos nesta terça-feira, dia 01, na sede
da Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo, para discutir o impacto da promulgação
da 11.974/2005 que institui o Selo Estadual de Qualidade
de Produção para os produtores de mudas que
optarem por plantações protegidas por telas
ou estufas. A lei, vetada pelo governador Geraldo Alckmin,
mas sancionada pela Assembléia Legislativa, determina
também que os produtores que escolherem plantar as
mudas em locais desprotegidos não devem sofrer restrições
na comercialização de seus produtos.
De acordo com o deputado estadual
Vanderlei Macris, que participou do encontro com os citricultores,
o principal problema é quanto a comercialização
de mudas que não atendam as normas fitossanitárias
exigidas pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária
(CDA) e que possam ser transmissoras de doenças
cítricas. “Os produtores entendem que a lei
deixou de punir viveiristas que descumprem as normas em
vigor”. A criação de mudas em viveiro
telado é a principal delas.
A adoção de viveiros telados para a produção
de mudas cítricas foi normatizada pela CDA do Estado
de São Paulo em 3 de fevereiro deste ano e exprime
um avanço significativo na produção
de mudas.
A intenção dos citricultores é reverter
a lei antes de sua regulamentação, prevista
para ocorrer no final deste mês.
Para se adequar às normas fitossanitárias
os produtores alegam que investiram mais de US$ 50 milhões
na adequação dos viveiros e que a lei é um
retrocesso.
A preocupação maior é com a transmissão
de doenças, como a greening de difícil controle,
já que os pomares sem proteção ficam
expostos a insetos.
Segundo o deputado Macris, algumas
medidas estão
em estudos para que os produtores não sofram prejuízos,
entre elas a apresentação de projeto que
revogue a lei 11.974.
Além do deputado Macris participaram do encontro
o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, João Guilherme
Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp; Sérgio
Barbour, chefe de gabinete da Fiesp; Marcelo Soares de
Almeida, presidente da Associação Paulista
de Viveiros Certificados de Citros (Vivecitrus); Fábio
Fadel, consultor juridico da Vivecitrus; Arnaldo de Lima
Jr, consultor jurídico da Fundo de Defesa da Citricultura
(Fundecitrus); Nelson Gimenes, consultor técnico
da Fundecitrus; Osmar Bergamashi, diretor executivo da
Fundecitrus e Lygia Flores, supervisora do Comitê de
Agroindústria da Fiesp.
Fonte: http://www.deputadomacris.com.br/not.asp?id=374
|