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Noticias > Produtor de tangerina tem nova opção com pesquisa do IAC

A mancha marrom de alternária está inviabilizando o cultivo das variedades poncã e murcott, que compõem 80% dos plantios. As plantas são mais vulneráveis em razão da baixa variabilidade genética, o que também á a causa do curto período de safra. O resultado de uma pesquisa realizada na Pós-Graduação do IAC vem trazer uma opção ao produtor de tangerina, criando alternativa para que ele não precise deixar o cultivo da fruta. A conclusão do estudo será importante para que o Brasil mantenha sua posição como um dos maiores produtores de tangerinas. O resultado da experimentação conduzida nos anos de 2003 e 2004, pelo então pós-graduando, Danilo Valério Barbasso, mostrou que a variedade thomas, que vem apresentando tolerância à mancha marrom de alternária, tem potencial para o mercado de frutas frescas e de industrialização. “Após análises laboratoriais e de campo pôde-se concluir que as variedades copas estudadas, principalmente a thomas, têm potencial para serem incluídas no grupo das tangerinas, tanto para o mercado de fruta fresca, como para a industrialização”, explica Barbasso. Acrescenta-se a esse quadro positivo o fato de a thomas ter período de colheita mais tardio do que a tradicional poncã, o que propicia a ampliação do período de safra de tangerinas. As características da fruta, como a casca mais rígida que a poncã e sabor mais adequado ao paladar de consumidores exigentes, também abrem possibilidades para o mercado de exportação. “A murcott é a variedade de tangerina exportada. Como seu cultivo está sendo limitado pela presença da alternária, a variedade thomas seria uma boa opção para plantios, tendo em vista que suas características são bastante similares”, explica Rose Mary Pio, pesquisadora do Centro de Citros do IAC e orientadora da pesquisa. Com o objetivo de ampliar esse quadro varietal, Danilo Barbasso estudou quatro variedades de tangerinas: thomas, szuwinkon, szuwinkon x szinkon-tizon e sul da áfrica, variedades introduzidas e adaptadas pelo IAC para cultivo em solos paulistas. Danilo desenvolveu ainda uma escala fenológica específica para o cultivo de tangerina. De acordo com Rose Mary Pio, essa escala mostra as etapas de desenvolvimento desde a emissão do botão floral até o ponto ideal de colheita. Essa escala auxilia, por exemplo, na orientação dos momentos mais apropriados para a aplicação de defensivos e da colheita dos frutos. “É importante para fazer a previsão de safra”, afirma Rose.

Fonte: IAC, repórter Carla Gomes



 
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