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Noticias > Citricultura Brasileira: um exemplo de capacidade e eficiência


O cinturão citrícola paulista é composto por mais de 200 milhões de pés de laranja plantados em 628 mil hectares, produz 53% da produção mundial de suco e 80% do comércio internacional desse produto. Tudo isso é resultado de um trabalho extraordinário que começou com os primeiros pés de laranja, em 1540, e as primeiras indústrias de suco, na década de 1960. De lá para cá citricultores, indústrias e cientistas brasileiros criaram o maior e mais eficiente parque citrícola do mundo, empregando mais de 400 mil pessoas e gerando divisas ao redor de US$1,5 bilhões anuais. Apenas na última década, as exportações brasileiras cresceram mais de 30%. Apenas nos 520 viveiros telados do Estado de São Paulo foram investidos mais de US$50 milhões, nos últimos 5 anos, produzindo mudas protegidas. Em todos esses anos as indústrias investiram milhões de dólares em equipamentos, tecnologia citrícola, logística e marketing.

A competição exerceu tanto na citricultura quanto na indústria o seu papel de selecionadora dos mais eficientes. Embora a área plantada tenha se retraído em 27%, de 800.000 para 628.000 hectares, a produção de laranjas cresceu 16%, passando de 311 milhões para 360 milhões de caixas. No mesmo período houve a concentração de oferta de frutas, pois hoje 85% da matéria prima é produzida por 10% dos citricultores, geralmente em contratos de longo prazo. Da mesma forma houve uma seleção entre as indústrias. Durante os quarenta anos de existência desse setor industrial 34 empresas produtoras abriram, fecharam, foram vendidas, tendo sobrevivido apenas as mais eficientes. Na Flórida, de 29 empresas há 10 anos, hoje há nove e duas são investimentos brasileiros.

Recentemente as autoridades norte-americanas impuseram medidas provisórias antidumping às exportadoras brasileiras que estão se defendendo dessas acusações que, na verdade visam criar injustificada proteção aos interesses locais, diante da capacidade competitiva do Brasil. Infelizmente entidades como a Associtrus , que deveriam pautar suas atividades pela defesa dos interesses nacionais, vem atuando de forma negativa divulgando ao mercado informações propositalmente distorcidas que poderão vir a servir de munição para que os concorrentes estrangeiros, especialmente os norte-americanos, consigam expulsar os exportadores brasileiros desse mercado, com conseqüências óbvias para a geração de empregos e divisas proporcionados por essas exportações.

O sucesso, ímpar no mundo, do nosso sistema de produção e exportação de suco de laranja precisa ser defendido com unhas e dentes, pois uma vez inviabilizado, traria prejuízos irreparáveis à sociedade brasileira que dele tem se beneficiado por meio do incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico, sobretudo aquele que ocorre pela atuação do Fundecitrus, da criação e manutenção de elevado número de empregos, na agricultura e no comércio, e da geração de divisas.

Além disso tudo, é um grande orgulho, para os brasileiros, poder continuar competindo com fundamento na sua capacidade e eficiência empresarial no mercado mundial de suco de laranja, mesmo naqueles severamente protegidos por seus governos.

Fonte: Abecitrus


 
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